Todo documento fiscal eletrônico tem no arquivo XML sua versão oficial e juridicamente válida — o DANFE COM impresso é apenas uma representação para leitura humana. Com a NFCom modelo 62 não é diferente: entender a estrutura desse XML ajuda tanto quem emite quanto quem recebe e precisa conferir os dados na contabilidade.
Por que o XML da NFCom é o documento que importa de verdade
O XML é o arquivo assinado digitalmente e transmitido à Sefaz para autorização. É ele que comprova a operação perante o Fisco, alimenta a escrituração fiscal (EFD/SPED) e serve de base para a contabilidade lançar receitas e tributos. Guardar apenas o PDF do DANFE COM não é suficiente — o XML precisa ser armazenado pelo prazo legal (geralmente 5 anos).
Principais grupos de informação do XML da NFCom
O leiaute da NFCom segue uma estrutura de tags XML organizada em blocos, entre os quais se destacam:
- ide — identificação da nota: número, série, data de emissão, chave de acesso (
chNFCom); - emit — dados da empresa prestadora do serviço de comunicação (CNPJ, inscrição estadual, endereço);
- dest — dados do destinatário/assinante do serviço;
- assinante — informações específicas do contrato de prestação de serviço de telecom;
- det — detalhamento dos serviços prestados (internet, telefonia, TV etc.) com valores;
- imp — tributos incidentes, como ICMS, PIS e Cofins;
- total — valores totais da fatura;
- infAdic — informações complementares e observações.
Onde baixar o XML de uma NFCom
Existem três formas principais de obter o XML:
- Diretamente no sistema emissor: quem emite a NFCom (a operadora ou prestadora de serviço) pode baixar o XML na tela de gestão de notas emitidas;
- No portal da Sefaz: mediante certificado digital, é possível baixar XMLs de notas emitidas contra o próprio CNPJ;
- Solicitando ao emitente: para fins contábeis, o destinatário pode solicitar o XML diretamente à operadora, já que a fatura em papel ou PDF não substitui o arquivo original.
Erros comuns ao lidar com o XML da NFCom
- Guardar somente o PDF/DANFE COM e descartar o XML;
- Abrir o XML em editor de texto sem formatação, dificultando a leitura (o ideal é usar um leitor de XML fiscal);
- Não validar a assinatura digital antes de considerar o documento íntegro;
- Perder o controle de XMLs de notas canceladas ou substituídas.
Como simplificar a gestão do XML da NFCom
Para empresas que emitem grandes volumes de NFCom todos os meses — o caso típico de operadoras e provedores de internet —, gerenciar XMLs manualmente é inviável. A Diginota automatiza a geração, o armazenamento e a disponibilização dos XMLs de NFCom, com backup automático e exportação em lote para a contabilidade.
Se você ainda tem dúvidas sobre a obrigatoriedade desse documento, veja nosso guia completo sobre o que é a NFCom modelo 62.
Perguntas frequentes
O que é o XML da NFCom?
É o arquivo eletrônico assinado digitalmente que representa oficialmente a Nota Fiscal Fatura de Serviços de Comunicação (NFCom, modelo 62) perante o Fisco. É o documento que deve ser guardado e usado na escrituração fiscal, não apenas o DANFE COM impresso.
Onde encontro o XML de uma NFCom que recebi?
O XML pode ser obtido diretamente com a operadora emitente, baixado no portal da Sefaz com certificado digital, ou disponibilizado automaticamente por sistemas de gestão fiscal que integram a recepção desses documentos.
Por quanto tempo preciso guardar o XML da NFCom?
O prazo geral de guarda de documentos fiscais eletrônicos no Brasil é de 5 anos, mesmo prazo de prescrição de créditos tributários, sendo recomendável manter cópias com backup automático.
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